
Antes de mais nada, o filme que narra a história do que viria a ser o grande governante e guerreiro do império mongol, O Guerreiro Genghis Khan conta uma história de um ser humano. Sim, um ser humano, com seus medos, sonhos, ideais e principalmente, amores.
A produção franco/alemã dirigida por Sergei Brodov é um épico como há muito não se via em tempos em que a tecnologia 'manda'. Com batalhas em campos abertos onde a paisagem se perde de vista e com um figurino fiel do que foi aquela época o público ganha um presente visual.
Aqui é contada a história de Temüjin, que se tornou escravo após a morte de seu pai e Khan de seu povoado. Entre prisões e fugas, o filme foca principalmente na relação com sua mulher Borte. É ela que dá o alicerce para toda a conquista do guerreiro mongol que idealiza regras justas e igualitárias para seu povo.
Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro em 2008 o filme faz uma ligação com plasticidade rara entre cenário, figurino, animais e seres humanos. Aqui é explícita a ideia de que o homem nada é sem o seu cavalo. Além disso, a fotografia é um delírio aos olhos.
O Guerreiro Genghis Khan merece ser visto não apenas por ser um épico, mas sim, por ser um filme sensível, que nos mostra que mesmo em tempos bárbaros, o amor e a humanidade reinavam.

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