segunda-feira, 14 de março de 2011

Cisne Negro


O que esperar de um filme, onde o diretor de nome estranho (Aronofsky) que já fez trabalhos no naipe de Requiem Para um Sonho, O Lutador e A Fonte da Vida? Uma resposta provável é, mais uma obra prima! E talvez seja justamente essa a palavra que define o último filme do diretor Darren (nome estranho), intitulado, Cisne Negro.

Darren Aronofsky já havia provado seu talento quando o assunto é o ser humano. Em Cisne Negro, o diretor nos proporciona a delirante viagem por dentro da mente pertubada de Nina, personagem vivido com a maestria digna de Oscar de Natalie Portman,

Nina é uma bailarina que têm a oportunidade de interpretar o famoso balé escrito por Tchaikovsky, o Cisne Negro. Ela tem todos os ingredientes para viver o cisne branco, com toda sua aparente fragilidade e inocência, porém, lhe falta a 'perversidade' necessária ao cisne negro. A partir do momento em que surge Lily, Mila Kunis, incrivelmente dada ao papel - e com atributos físicos que, acredito eu, nem Macaulay Culkin teve a oportunidade de conferir – Nina se mostra competitiva e disposta a agarrar o papel. E é a partir daí, que começa a viagem angustiante por dentro de um universo de pânico e claustrofobia, mantidos dentro da cabeça da personagem.

Com ótimas atuações além das já citadas, Vincent Cassel e Winona Rider (quase irreconhecível) e Barbara Hershey completam o elenco principal. Além de tudo isso, é imprescindível não citar a segura e amarrada direção do gênio Darren Aranofsky. Sim, sou suspeito para falar, pois ainda não me decepcionei com nenhum trabalho desse artista instigante. Aronofsky injeta energia, loucura e humanidade em um roteiro que, digamos, é eficiente, mas seria burocrático sem as intervenções do diretor e a mágica atuação de Natalie, praticamente em simbiose com o personagem. Sim, a força dessa personagem é algo que me arrepia só de lembrar. Os olhos de Natalie na cena final da película são daqueles que não esquecemos facilmente.

Clint Mansell, é quem assina e assinou a trilha em praticamente todos os filmes do diretor. Uma trilha poderosa que completa de forma ímpar o frenesi causado pelo pouco mais dos 90 minutos.

A experiência causada por esse clássico contemporâneo é como a mente humana, delicada e terrivelmente assustadora.

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