segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Partida


A perfeição nos movimentos, o singelo cuidado em seguir os minímos detalhes, o respeito para com o próximo, mesmo que esse esteja morto, são algumas das lições que o vencedor do Oscar de 2009 de melhor filme estrangeiro 'A partida' transmite nos seus 130 minutos.

Kobayashi é um músico que vê a orquestra em que toca violoncelo ser dissolvida, e se vê na situação de desempregado. Com isso, o personagem se vê 'obrigado' a retornar ao interior do Japão (impressionantemente bem fotografado) junto com sua esposa. Lá encontra um serviço não muito 'normal', tanto para os moradores do pequeno vilarejo, quanto para sua esposa. O serviço em questão é a passagem dos mortos para o outro mundo. Uma espécie de guardião que prepara o corpo para essa transição.

Tudo feito com muito zelo e respeito, como não poderia deixar de ser. O respeito mutúo dos japoneses é intesamente demonstrado na película.

A trilha sonora é um caso a parte. Alternando momentos de calmaria com outros de intenso sofrimento, a música suave do violoncelo dá o ritmo para um filme simples, mas que carrega consigo uma carga dramática nunca vista (por esse que vos fala). Mais uma grata surpresa vinda do outro lado do mundo, que ultimamente, tem feito um trabalho primoroso na sétima arte.

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